domingo, 7 de novembro de 2010

Casamento hoje em dia: qual é o papel da mulher?

Eu me pego pensando nessa questão por muitas vezes. Pra mim, isso ainda é muito confuso!

Pesquisei um pouquinhos sobre feminismo e achei coisas interessantes no wikipedia. O feminismo teria tido 3 grandes ondas. A primeira onda tinha o foco originalmente na promoção da igualdade nos direitos contratuais e de propriedade para homens e mulheres, e na oposição de casamentos arranjados e da propriedade de mulheres casadas (e seus filhos) por seus maridos. No entanto, no fim do século XIX, o ativismo passou a se focar principalmente na conquista de poder político, especialmente o direito ao sufrágio (direito ou a execução do direito de votar) por parte das mulheres.

As feministas de segunda onda viam as desigualdades culturais e políticas das mulheres como ligadas inexoravelmente, e encorajavam ativamente as mulheres a compreenderem aspectos de suas vidas pessoais como sendo profundamente politizados, e refletindo as estruturas de poder sexista.

Já a terceira apresenta debates internos. O chamado feminismo da diferença defende que há importantes diferenças entre os sexos, enquanto outras vertentes creem não haver diferenças inerentes entre homens e mulheres, defendendo que os papéis atribuídos a cada gênero seriam socialmente condicionados.

Há ainda o chamado pós-feminismo, mas deixemos esse termo para ser debatido em outra oportunidade.

As consequências do feminismo (segundo o wikipedia) na relação homem-mulher é que ambos tiveram de se adaptar a novas situações. Em alguns momentos específicos ,como na primeira e na segunda guerra mundial, foi necessária a presença da mulher na esfera do trabalho, mas ainda por necessidades econômicas daquele contexto. Posteriormente a mulher passa a absorver, de maneira mais homogênea, as necessidades do mercado de trabalho. A mulher é sobrecarregada pela tripla jornada de trabalho: o trabalho doméstico, o trabalho formal e remunerado e o papel de cuidar dos filhos. Essa nova condição coloca para os relacionamentos tradicionais entre homens e mulheres um questionamento quanto a divisão de funções entre ambos: já que a mulher ocupa também o lugar de provedora, quem cuida dos filhos? quem faz o trabalho doméstico? Em países mais patriarcalistas como o Brasil, ainda que as mulheres tenham somado as atividades da casa e trabalho, há ainda muita dificuldade em se estabelecer uma relação de igualdade no que diz respeito a divisão de tarefas domésticas, inclusive por conta do enraizamento cultural de papéis masculinos e femininos.

 Precisamos de soluções! URGENTEMENTE!

Não podemos nos encaixar nos antigos moldes familiares. Porém, escolhemos uma vida familiar que comporta papéis pré-estabelecidos (pai, mãe, filhos vivendo juntos sob um mesmo teto) e que precisam de uma certa hierarquia para poder funcionar de maneira eficiente.

Alguma sugestão???
 

2 comentários:

  1. Ei, Carolina!

    Eu particularmente acho que as mulheres perderam muito nesta ânsia de se igualarem aos homens. As mulheres são capazes, mas ainda acho que mulher é mulher e homem é homem. Há homens capazes(são excessões), mas não imagino, nem de longe o meu marido executando as tarefas doméstica e de cuidados com as crianças...
    Acho que na vida moderna não pode haver modelos estabelecidos. Somos nós que, com muito diálogo e bom senso, estabelecemos o que é bom e aceitável dentro dos casamentos, não acha?

    Beijoss

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  2. Silvinha...

    Muito pertinente o seu comentário. Diálogo, bom senso, aceitabilidade... Aqui em casa, isso, na teoria, funciona muito bem.
    Digo e repito: NA TEORIA. Quando estou sobrecarregada com as funções de mãe (de 3 coisinhas mais lindas e fofas), dona de casa, estudante e trabalhadora; meu marido pira também.
    Tem uma propaganda da AVON que diz que o que mais perdemos nessa tentativa de igualdade entre homens e mulheres foi o tempo. Concordo plenamente, pois o sexo feminino perdeu sua essência, que ERA o maternal, o cuidador, o porto seguro. O ESTEIO do lar.
    Como podemos ser o sustentáculo de algo que não faz parte do dia-a-dia? Como podemos ser o porto seguro de uma família da qual não temos tempo de reger?
    Não sei como é o seu cotidiano, mas aqui em casa nós "saimos pro mundo" às 7h da manhã e só retornamos, no mínimo, 12h depois!
    EU me sinto sobrecarregada tanto física quanto emocionalmente. E não sei direito qual é o meu papel nessa sociedade que cobra que mulheres saiam pra contribuir financeiramente com a família mas que precisa estar atenta para atender as necessidades de seus filhos e maridos. Porque, sinceramente, eu não conheço uma só que dê conta de tudo e seja realmente feliz!

    Obrigada pelo comentário!!!! ;)

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